25 de nov. de 2013

Garoto com deficiência pode perder vaga em escola por falta de transporte

Quadro negro

Uma criança de 6 anos com deficiência física e intelectual está impedida de frequentar as aulas na Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) de Ribeirão das Neves, na região metropolitana de BH, por falta de vagas no transporte da prefeitura.
 
O garoto Pedro não enxerga, não fala e também não consegue se locomover sem ajuda. A mãe Valdinéia Pereira Guimarães conseguiu uma vaga para o filho em uma unidade da Apae. Ele chegou a frequentar a instituição e demonstrou gostar do ambiente.


Depois que a família não conseguiu mais utilizar o transporte contratado pela prefeitura, o estudante está inquieto e fica nervoso dentro de casa. A mãe conta que a situação é ainda mais complicada já que, se Pedro não tiver pelo menos 75% de presença na escola, ele perde o direito à vaga.


— Já fui na prefeitura duas vezes e eles falam que tem que esperar, tem que ficar na fila e talvez ano que vem tenha vaga.


Os gastos com a saúde da criança são grandes. São quase R$ 400 mensais para manipular um dos remédios controlados de Pedro e comprar a quantidade de fraldas que ele usa, sete por dia. Os vizinhos acabam ajudando a família com o que podem. Uma das moradoras da região, Sandra Mara, percebe que o garoto sente falta de frequentar as aulas.


— Ele está sentindo falta da escola, de encontrar com as crianças. Mesmo com deficiência, ele tem o sentimento dele.


A mãe diz que já tentou matriculá-lo em outras instituições de ensino, mas o garoto foi rejeitado por ser deficiente. A Prefeitura de Ribeirão das Neves informou que disponibiliza transporte para alunos cadeirantes e que os veículos estão lotados neste final de semestre. 


De acordo com o órgão, a criança deve conseguir uma vaga só no ano que vem.


Fonte: R7 Notícias



MP entra com ação pedindo vaga para deficiente em concurso da PM-PI

Carteiras de trabalho


A 28ª Promotoria de Justiça de Teresina ingressou com ação civil pública solicitando a retificação do concurso da Polícia Militar do Piauí para o direito de pessoas com deficiência nesta terça-feira (19). 


Segundo a Vara que é responsável pela defesa dos direitos da pessoa com deficiência e do idoso, o edital do concurso público para a PM no estado não prevê reserva de vagas para pessoas com deficiência nos cargos de oficial e soldado.
 
Em outubro, o Ministério Público havia expedido uma recomendação solicitando mudanças no edital com a retirada do item 1.8 por considerá-lo ilegal e inconstitucional, além do pedido de reserva de 10% das vagas para cargos de oficial e soldado. 


Contudo, os pedidos não foram atendidos pelo comando da PM e pelo Núcleo de Concursos Promoção de Evento (NUCEPE) da Universidade Estadual do Piauí (UESPI), responsável pela realização do processo seletivo.
 
De acordo com os órgãos, o item 1.8 do edital determina que eliminação sumária do candidato com deficiência, o que configura discriminação. “Conforme preceitua o art. 38 do Decreto nº 3298/99, de 20.12.1999, inciso II, não será reservado o percentual de vagas a pessoas com deficiência, visto que este concurso público destina-se à carreira que exige plena aptidão do candidato”, determina o edital.
 
A ação civil pública da 28ª Promotoria de Justiça determina que prova física e o curso de formação devem ser adaptados para o candidato com deficiência. Estabelecendo ainda que se for necessário, haja a presença de uma equipe multidisciplinar composta por médico especialista, educador físico e terapeuta ocupacional.
 
Para a promotora Marlúcia Evaristo o prazo para inscrição no concurso deve ser reaberto com o mesmo número de dias ao do primeiro edital, para viabilizar as inscrições dos candidatos de forma gratuita.
 
“Tem suporte no direito social a não discriminação no emprego, no tocante a salários e critérios de admissão do trabalhador com deficiência, assim como a garantia de reserva de vagas em cargos e empregos públicos”, afirma.


Fonte: G1 Piauí



Inventor cria 'mouse de língua' para ajudar pessoas com deficiência física

Mouse de boca


Um protótipo desenvolvido por um empresário de Sarapuí (SP) pode ajudar pessoas com deficiências físicas a usarem o computador. A ideia vem do inventor Edson Ruivo, de 29 anos. Há aproximadamente dois meses, ele desenvolveu um 'mouse de língua'.


O invento ainda não tem nome, mas já rendeu ao empresário mais de seis mil acessos em menos de um mês de um vídeo de apresentação do protótipo postado na internet. A invenção é colocada na boca e, com a língua sob os sensores, o equipamento tem as mesmas funções do mouse comum.
 
O inventor é formado em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Tecnologia (Fatec) de Itapetininga e bacharel em Administração. Ruivo diz que sempre se interessou pela tecnologia e há 10 anos trabalha na área.
 
Ruivo conta que teve a ideia de desenvolver o ‘mouse de língua’ durante a madrugada. “Fiquei mais de uma hora deitado e imaginando como poderia fazer isso. Já que a tecnologia nos proporciona tantas coisas, porque não navegar na internet usando a língua”, diz.
 
A primeira atitude do empresário foi pesquisar se o invento já existia. Ele afirma que encontrou uma ideia parecida de um rapaz dos Estados Unidos, mas não era exatamente o que ele tinha imaginado. 


“Montei toda a estrutura com materiais que eu tinha e o evento funcionou. Foi aí que eu fiz o vídeo caseiro para saber qual seria a reação das pessoas e me surpreendi com a repercussão”, comenta.
 
O inventor afirma que pretende desenvolver mais a ideia e elaborar um aparelho sem o uso do fio. O objetivo é adaptar para o uso do sistema de bluetooth e desenvolver o equipamento de forma com que seja uma pequena película a ser encaixada no céu da boca. “Assim, o internauta poderá dar os comandos através da língua. Com essa película, o usuário poderá comer e falar normalmente”, diz.
 
Ainda de acordo com Ruivo, depois do vídeo na rede ele já recebeu proposta de uma grande empresa para dar continuidade ao projeto. O empresário afirma que pretende aperfeiçoar o ‘mouse’ para diversas funções, entre elas, controlar uma cadeira de rodas, ligar a televisão e usar o tablet. O custo da invenção ainda não foi calculado, mas ele aguarda um patrocínio para que o invento seja aperfeiçoado. O processo para patentear a ideia já está em andamento.
 
Outros inventos

 
Outro invento que levou o empresário a ficar conhecido na região foi um removedor de vírus de pen drive, chamado de ‘Pen Clear’. O equipamento foi desenvolvido durante o curso da Fatec e teve repercussão na área tecnológica.
 
Com esse projeto ele concorreu em 2011 na maior feira de tecnologia do país, a Campus Party, realizada na capital paulista. “Eram 1.500 projetos. Fizeram uma seleção e foi para 500. Desse total, foram escolhidos apenas cinco para a final e eu fiquei entre os melhores projetos da feira”, comenta.
 
Com essa mesma invenção, o empresário participou do projeto “Anjo Investidor”, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), que financia jovens com ideias inovadoras. O pen clear já foi patenteado internacionalmente e o empresário está em busca de investidores. “As pessoas devem criar mais. Devemos encontrar algo que possa revolucionar”, conclui.


Em entrevista ao G1, Ruivo comentou que sua primeira invenção foi a de um violão que fazia a afinação sozinho. Mas, como ninguém apostou no projeto, acabou desistindo. “Também pensei em uma escova de dente que tocasse música, mas não cheguei a elaborar”, comenta.
 
Durante três anos seguidos o empresário participou da’ Guerra dos Robôs’, um campeonato internacional que acontece na cidade de Amparo (SP). “Levei três meses para construir o robô e ele foi destruído em sete segundos. Mas o que vale mesmo é a experiência e aprendizado”, ressalta.
 
Abaixo, vídeo de demonstração:




 


 

Computadores de 'lan houses' devem ser adaptados para deficientes, no AM

Símbolo de arroba é segurado no ar


Entrou em vigor, na terça-feira (19), uma lei que torna obrigatória a adaptação de computadores para pessoas com deficiência nas lan houses de Manaus. 


De acordo com a norma, os estabelecimentos serão obrigados a disponibilizar equipamentos, como teclados em Braille, fones de ouvido, programas de informática que possuam leitor de tela, entre outras exigências. Lan houses terão prazo de oito meses para se adequar à lei, que deverá ser regulamentada em Janeiro de 2014.
 
Além destas requisições, a lei força os cyber cafés, ou quaisquer outros estabelecimentos que disponibilizem um número igual ou superior a 10 computadores, a dispor programas de informática que possuam caracteres gigantes, destinado a pessoas com baixa visão. 


Ao todo, pelo menos 10% dos equipamentos deverão ser adaptados para a utilização de pessoas com deficiência visual.
 

Já as lan houses que possuam 20 ou mais computadores, cuja atividade tenha finalidade de obtenção de lucro por meio da informática, serão obrigadas, ainda, a disponibilizar aparelhos para pessoas com deficiência visual, como impressoras Braille e papéis especiais destinados a este tipo de impressão.
 
Os estabelecimentos que possuam 30 ou mais computadores serão obrigados a instalar piso tátil no acesso ao local, bem como em seu interior, para melhorar a locomoção da pessoa com deficiência visual.
 
O descumprimento da lei implicará ao infrator multa de 50 Unidades Fiscais do Município (UFMs) na primeira ocorrência, que terá o valor dobrado em caso de reincidência. O Alvará de funcionamento do cyber café poderá, também, ser suspenso. 


O Poder Executivo deverá regulamentar a lei no prazo máximo de 60 dias, enquanto os proprietários dos estabelecimentos terão 8 meses para se adequar a nova lei.


Fonte: G1 Amazonas



22 de nov. de 2013

Teresina receberá exposição sobre a trajetória da pessoa com deficiência

Na exposição, mulher conversa com menino em cadeira de rodas
 

Teresina (PI) receberá no período de 11 a 28 de novembro a exposição "Para Todos: o movimento políticos das pessoas com deficiência", no horário de 8h às 14h, na Praça do Povo, da Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi). 


O objetivo da exposição que está em seu segundo ano de itinerância é conscientizar a sociedade sobre a trajetória vivida pelas pessoas com deficiência.
 
A exposição “Para Todos” permite a todas as pessoas o acesso às informações. A partir de  recursos multimídia – vídeos, áudio-guia, texturas e brinquedos acessíveis - os visitantes poderão fazer um passeio pela história da discriminação sofrida e da luta das pessoas com deficiência para terem seus direitos humanos garantidos. O conteúdo é abordado de forma lúdica e educativa.


O público terá a oportunidade de conhecer a forma como essas pessoas reivindicaram espaço e deslocaram a luta pelos seus direitos do campo da assistência social para o campo dos Direitos Humanos. 


A exposição conta toda a trajetória dos desafios vividos pelas pessoas com deficiência para que todas possam entender e conhecer a realidade deles, bem como ressaltar a importância da acessibilidade em todos os lugares. Tornando esse mundo acessível a todos", pontua Vera Rotta, curadora da exposição.


 O secretário de Estado para Inclusão da Pessoa com Deficiência, Hélder Jacobina, destaca a importância de o Estado do Piauí estar recebendo a exposição. 


“Esse evento serve para demonstrar a força que o movimento político da pessoa com deficiência adquiriu ao longo dos anos. É um movimento que só tem agregado valores à sociedade, que fez com que surgissem diversas leis e garantiu direitos de quem até pouco tempo vivia à margem da sociedade. E o Piauí, como um dos Estados que vive essa mudança, recebe essa oportunidade de braços abertos”, ressaltou.


A Exposição Para Todos é realizada pela Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência da SDH/PR e OEI - Organização dos Estados Ibero Americanos, com apoio da Caixa Econômica Federal. 


No Piauí, o evento conta  com o apoio do Governo do Estado, por meio da SEID, e do Conselho Estadual de Desfesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência (CONEDE-PI).







São Paulo é o estado com mais representantes nas Paralímpiadas Escolares 2013

logotipo das Paralímpiadas Escolares


O Estado de São Paulo é a unidade da Federação que terá a maior quantidade de atletas nas Paralimpíadas Escolares:145. A competição será realizada de 25 a 29 deste mês, em São Paulo, com a participação de cerca de 1.300 atletas com deficiência de todos os Estados do país, além do Distrito Federal – estatística que dá às Paralimpíadas Escolares o status de maior evento de atletas paralímpicos do mundo em idade escolar. O Rio de Janeiro é o segundo em número de representantes, com 116, seguido pela vizinha Minas Gerais, 104.


A maioria paulista nas Paralimpíadas Escolares se deve ao incentivo do Governo do Estado, que mantém o Time São Paulo Paralímpico. O programa apoia alguns dos principais atletas paralímpicos nacionais, o que serve de inspiração a jovens desportistas para se dedicarem ao movimento paralímpico.


No quarto lugar geral em número de inscritos está o Pará, com 98 atletas. O alto número de competidores explica-se pelo fato de que uma das grandes estrelas do atletismo paralímpico do Brasil e do mundo atualmente seja do Estado.


Alan Fonteles, campeão mundial nos 100m, 200m e 400m (classe T43), e campeão paralímpico em Londres-2012 nos 200m, nasceu em Marabá, a cerca de 680km de Belém, capital do Pará. 


Foi na região que o velocista conheceu o atletismo e, de lá, despontou para o mundo. Grande influência para as crianças do Estado, Alan competiu pela primeira vez justamente nas Paralimpíadas Escolares, em 2006.


No Centro-Oeste, o Distrito Federal lidera a lista (77). Já no Sul, quem comanda é Santa Catarina (86). E, no Nordeste, o Estado com mais representantes na competição será a Paraíba, com 45. O CPB (Comitê Paralímpico Brasileiro) também convidou atletas do Reino Unido para disputar a competição. Os britânicos serão representados por 22 competidores, em quatro modalidades.


Nos jogos do ano passado, o Rio de Janeiro venceu com 80 pontos. São Paulo ficou em segundo, com 69, e Santa Catarina em terceiro, com 35. O Estado vencedor é determinado pela quantidade de pontos atingidos em cada modalidade, de acordo com a colocação das equipes ao final das disputas.


Durante os quatro dias das Paralimpíadas Escolares, os atletas disputarão dez modalidades: bocha, judô, tênis de mesa, voleibol sentado, futebol de 5 (para cegos), futebol de 7 (paralisia cerebral), goalball, tênis em cadeira de rodas, natação e atletismo. 


A cerimônia de abertura será no dia 25, no Auditório Celso Furtado, no Parque Anhembi, às 16h30. E a festa de encerramento no dia 29, no mesmo local, às 18h.


As competições do futebol de 5, futebol de 7, goalball, tênis em cadeira de rodas e natação serão na Escola de Educação Física da Polícia Militar, no Canindé. Já as provas de bocha, judô, tênis de mesa e voleibol sentado, no Parque Anhembi. O atletismo ficará no estádio Ícaro de Castro Melo, no Ibirapuera.


As Paralimpíadas Escolares encerram o calendário anual de competições nacionais do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB). O evento é realizado em parceria com o governo do estado de São Paulo, por meio da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência, e com a prefeitura da capital paulista.

Paralimpíadas Escolares

 
Data: 25 a 29 de novembro de 2013
 
Modalidades: Futebol de 5, futebol de 7, goalball, tênis em cadeira de rodas e natação
 
Local: Escola de Educação Física da Polícia Militar (Cruzeiro do Sul, 548, Canindé)
 
Modalidades: Bocha, judô, tênis de mesa e voleibol sentado
 
Local: Palácio das Convenções no Parque Anhembi (Prof. Milton Rodrigues, 100, Parque Anhembi)
 
Modalidade: Atletismo
 
Local: Complexo Desportivo Constâncio Vaz Guimarães, Ibirapuera (Rua Manoel da Nóbrega, nº 1361; entrada pela Av. Marechal Estênio Albuquerque de Lima)


Confira a lista com a quantidade de atletas por estado:
 

UF – ATLETAS

AC – 57
AL – 07
AP – 21
AM – 19
BA – 20
CE – 30
DF – 77
ES – 38
GO – 46
MA – 21
MS – 70
MT – 09
MG – 104
PA – 98
PB – 45
PR – 70
PE – 19
PI –   01
RJ – 116
RN – 35
RO – 38
RR – 02
RS – 49
SC – 86
SE – 28
SP – 145
TO – 09
UK – 22
 
Total: 1282





Desfile apresenta vencedores do 5º Concurso Moda Inclusiva

Finalistas, vencedores, estilistas e Dra Linamara fazem pose para foto


Na noite da última terça-feira, 19 de novembro, aconteceu no Mube – Museu Brasileiro de Escultura, em São Paulo, o Desfile do 5º Concurso de Moda Inclusiva, que apresentou os três vencedores deste ano, de uma lista de 20 finalistas.
 
Com o intuito de trazer à tona a discussão sobre moda acessível a todos, o evento também contou com o II Fórum Internacional de Moda Inclusiva e Sustentabilidade, que ocorreu durante a tarde, no mesmo local. 
 
O objetivo de ambos é promover o debate sobre moda diferenciada e acessível, além de incentivar o surgimento de novas soluções e propostas em relação ao vestuário para as pessoas com deficiência.  
 
Estiveram presentes no desfile a Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Dra. Linamara Rizzo Battistella, o Secretário Adjunto da Pasta, Marco Antonio Pellegrini, a Secretária Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, Marianne Pinotti e o Presidente do Conselho Estadual para Assuntos da Pessoa com Deficiência – CEAPcD, Ronilson Aparecido da Silva. 
 
O Concurso Moda Inclusiva selecionou os vinte melhores trabalhos, que participaram da segunda fase: a confecção de suas peças. Os vinte “looks” selecionados foram apresentados ao corpo de jurados no Desfile de Moda Inclusiva. Neste ano, o Concurso contou com finalistas de diversos municípios do Estado de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Distrito Federal e Amazonas, além de participação da Índia. 
 
A Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Dra. Linamara Rizzo Battistella, falou sobre a influência do Brasil no meio da moda inclusiva e a importância da discussão sobre a temática. “O Brasil não é apenas pioneiro da Moda Inclusiva, é protagonista. Esse novo conceito de moda vai abraçando cada cidadão, transformando a sociedade cada vez mais solidária. É uma alegria imensa recebê-los aqui e ver os nossos alunos, estilistas, e modelos que vão desfilar na Moda”.
 
Dra. Linamara também falou sobre a importância de uma interlocução sobre o tema e parabenizou Daniela Auler, coordenadora do Concurso. 


“Tudo se deve a Daniela Auler, que realmente materializa aquilo que chamamos de políticas transversais, quando há a interação da sociedade”. 


A Secretária continuou: “nós acreditamos na mudança que o mercado pauta, é preciso que o mercado se aproprie de uma ideia e que os fabricantes e consumidores entendam a grandeza do conceito, para que o agente público possa entrar como o mobilizador, e depois de algum tempo, como espectador”.
 
Os vencedores da noite foram Nadir Rodrigues de Almeida, em terceiro lugar, de Sorocaba (SP), com look desfilado pelo atleta do Time São Paulo, Bruno Landgraf; Eligolande Furtado, de Pelotas (RS), em segundo lugar, tendo seu look desfilado por Thiago Cenjor; e Patrícia Helena Galves, a grande vencedora, de São Paulo, capital, com a modelo Maiara Barreto.  
 
O look de Nadir Almeida buscou transformar uma calça jeans em algo mais confortável para os homens cadeirantes. Com fechamento lateral em velcro e bolsos internos, a calça torna-se o ponto forte da combinação. Eligolande trouxe para seu look mobilidade em um casaco, para homens cadeirantes. O estilista trouxe um sistema de articulação interno coberto com plástico em todo o look, além de uma abertura na gola. 


A estilista Patrícia levou à passarela um look totalmente usual para mulheres cadeirantes. O casaco com cotoveleiras com malha e abertura no decote visam dar mais segurança, além disso, a calça com bolsos diferenciados, joelheiras e a parte de trás de malha proporcionam conforto e praticidade, conquistando os jurados, que deram a este look o primeiro lugar.
 
Foto: Simone Nieves