9 de mar de 2016

Mulheres com Deficiência pedem políticas de acessibilidade e de enfrentamento ao preconceito

 
 
 
O enfrentamento ao preconceito e a efetivação de recursos de acessibilidade para pessoas com deficiência estão entre as principais recomendações apresentadas durante a Consulta Nacional das Mulheres com Deficiência, iniciada na última terça-feira (1º), em Brasília. 
 
 
Mulheres com diferentes tipos de deficiência e de diversas partes do país discutem e elaboram propostas para serem enviadas à 4ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres (4ªCNPM), marcada para 10 a 13 de maio.
 
 
Para a secretária adjunta de Articulação Institucional e Ações Temáticas da Secretaria de Políticas para as Mulheres do Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos (SPM/MMIRDH), Linda Goulart, as principais demandas estão relacionadas às dificuldades que as mulheres com deficiência enfrentam cotidianamente. 
 
 
“Elas reconhecem os muitos avanços, mas apontam a necessidade de colocar em prática as políticas públicas na ponta, nos Estados e nos municípios. As necessidades vão desde equipamentos adaptados, até a disponibilidade de profissionais capacitados e treinados para lidar com as especificidades das pessoas com deficiência”. Linda Goulart relata a dificuldade encontrada
 
O conceito de acessibilidade é amplo e não diz respeito somente à questão de adaptação do espaço físico, como explica a secretária adjunta. 
 
 
“Precisamos avançar na garantia da acessibilidade em suas diversas modalidades. Pensar em instrumentos de comunicação, no acesso à educação, à saúde e ao atendimento de casos de violência,que atinge bastante as mulheres com deficiência”, ressaltou. 
 
 
Linda Goulart afirmou que a pauta da Consulta Nacional será levada para a 4ª CNPM, de forma a dar visibilidade às questões apresentadas.
 
 

Preconceito


 
A presidente do Conselho Estadual das Pessoas com Deficiência de São Paulo, Maria Gorete Costez de Assis, defende campanhas de educação e conscientização para evitar o preconceito e a violência contra as mulheres com deficiência. 
 
 
"Há grandes discriminações, acima de tudo no que diz respeito à saúde e à educação",destaca. 
 
 
Maria Gorete também integra o Conselho Nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência (Conade).
 
 
Participante dos debates da Consulta Nacional, a jovem Sara Santos, de18 anos, quer dar visibilidade às dificuldades enfrentadas por crianças e adolescentes com deficiência. 
 
 
“A questão das meninas com deficiência merece uma atenção especial. Muitas vezes elas ficam presas dentro de casa e são superprotegidas pela família. Precisamos promover a inclusão dessas meninas, elas não têm informação sobre os seus direitos no que diz respeito ao acesso à educação e ao mercado de trabalho”, afirmou.
 
 
Sara Santos explica ainda que um dos principais desafios é o enfrentamento ao preconceito. 
 
 
“A questão da autoestima é algo que pega muito forte. Temos que combater os padrões de beleza que existem hoje, que nós, mulheres com deficiência, não nos enquadramos e acabamos sofrendo discriminação. Faltam informação e campanhas de conscientização”, defende.
 
 
 
 

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