30 de out de 2012

Fiems e Fecomércio vão lançar programa de inclusão de deficientes no mercado de trabalho

Mulher com headset
Durante o 1º Seminário Empresa Inclusiva – Uma Realidade Possível, Conhecer e Incluir, que foi realizado nesta segunda-feira (29/10), das 8 às 17 horas, no auditório do Centro de Convenções e Exposições Albano Franco, em Campo Grande (MS), o presidente da Fiems, Sérgio Longen, e o presidente da Fecomércio, Edison Araújo, lançaram o Programa de Inclusão de Pessoas com Deficiência no Mercado de Trabalho.

Atualmente, segundo dados do Censo 2010 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Mato Grosso do Sul tem 525.979 habitantes com algum tipo de deficiência visual, auditiva, motora ou mental, o que representa 21,47% do total de 2 449.024 habitantes do Estado.

A maioria, ou seja, 409.581 pessoas são compostas por pessoas com deficiência visual, enquanto 150.190 pessoas têm algum tipo de deficiência motora, 107.610 habitantes apresentam deficiência auditiva e 32.488 pessoas são deficientes mentais, lembrando que uma pessoa pode apresentar mais de um tipo de deficiência e por isso os números estratificados são diferentes do total geral de 525.979 habitantes com deficiência.

Apenas em Campo Grande, do total de 786.797 habitantes, 21,6%, ou 170.453 pessoas, têm algum tipo de deficiência, dos quais 130.335 são deficientes visuais, 50.247 são deficientes motores, 33.632 são deficientes auditivos e 10.179 são deficientes mentais.

Além disso, do total de 1.180.477 pessoas empregadas em Mato Grosso do Sul, ainda conforme o Censo 2010 do IBGE, 257.073 delas têm algum tipo de deficiência, o que representa 21,78%.

Na comparação com o total de habitantes com deficiência no Estado (525.979 pessoas), a metade ou 50,3% já está ocupada, restando fora do mercado de trabalho 254.457 pessoas com algum tipo de deficiência.

Para contribuir com a contratação desses trabalhadores, o Sesi, o Senai, o Sesc e o Senac vão desenvolver o Programa de Inclusão de Pessoas com Deficiência no Mercado de Trabalho.

O Programa

No caso do Sesi, será prestado serviço de consultoria junto às empresas, assessorando na implantação e prática dos preceitos da responsabilidade social empresarial por meio da valorização da diversidade e promoção da inclusão, enquanto o Senai, por meio do PSAI (Programa Senai de Ações Inclusivas), vai desenvolver ações de qualificação profissional voltadas para as pessoas com deficiência.

“O objetivo do Sesi será promover a contratação da competência, não da deficiência, valorizando o verdadeiro sentido da palavra incluir. 

Não significa apenas contratar a pessoa com deficiência, mas oferecer possibilidades para que elas possam desenvolver seu potencial, permanecendo e crescendo profissionalmente no local de trabalho”, detalhou o superintendente do Sesi, Michael Gorski.

Já o gerente de educação do Senai, Marcos Costa, reforça que a entidade também vai auxiliar na divulgação do Programa junto às empresas, informando a relação de cursos ofertados para formação da pessoa com deficiência na modalidade de aprendizagem industrial. 

“O Senai vai qualificar essas pessoas nos cursos alinhados com as necessidades das indústrias”, pontuou.
 
O Seminário

O 1º Seminário Empresa Inclusiva – Uma Realidade Possível, Conhecer e Incluir é uma realização da Fiems, por meio do Sesi e Senai, do Ministério do Trabalho, por meio da SRTE (Superintendência Regional do Trabalho e Emprego), da Prefeitura Municipal de Campo Grande, por meio da Funsat (Fundação Social do Trabalho), e da Fecomércio, por meio do Senac, para a assinatura do pacto de inserção de pessoas com deficiência no mercado de trabalho.

O objetivo do encontro é promover a reflexão e conhecimento mais amplo sobre as especificidades e peculiaridades do trabalhador com deficiência nas ocupações formais dos setores da indústria, do comércio e de serviços. 

A programação do evento inclui a palestra - “As Transformações do Mundo do Trabalho para as Pessoas comm Deficiência nos Ambientes Corporativos”, com o desembargador do trabalho Nerey Azambuja.

Ainda durante o Seminário foram apresentadas as especificidades dos trabalhadores com Síndrome de Down (Sociedade Educacional Juliano Varela), com deficiência intelectual (Cedeg/Apae), com deficiência física, distúrbio neuromotor e paralisia cerebral (Associação Pestalozzi), com deficiência auditiva (Ceada) e com deficiência visual e baixa visão (Ismac). 

Além disso, também será apresentada a ferramenta IMO (Intermediação de Mão de Obra) pela representante da Funsat, Eliene Rodrigues de Souza.

Nenhum comentário:

Postar um comentário