20 de mai. de 2013

Crianças com deficiências ficam sem serviços de equoterapia

Criança está com braços abertos sobre um cavalo e mulher acompanha
A paralisação dos serviços de equoterapia da Associação dos Deficientes Físicos de Alagoas (Adefal)  tem tirado o sono de muitos pais de crianças com deficiência físicas ou mentais

O serviço, que era ofertado gratuitamente, está penalizando mais de cem famílias.

Mário Carvalho, funcionário de uma construtora disse à reportagem do CadaMinuto que seu filho, de 4 anos, tem paralisia parcial cerebral

“O meu filho estava participando das atividades de equoterapia há mais ou menos um ano e meio. Os avanços conquistados nesse período são enormes. Ele está quase andando e ficar sem esse atendimento representará um retrocesso e um tempo que não sei se poderá ser recuperado”, desabafou Mário.

O serviço de equoterapia da Adefal atende uma média de cem crianças. “Para manter essas atividades a instituição tem um custo mensal de R$ 18 mil, ou seja uma média de R$ 180/mês por cada criança. Infelizmente nesse momento esse valor se tornou impraticável, afirmou o presidente da Adefal, Luiz Carlos Santana.

As atividades da equoterapia não são custeadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e a Adefal trabalha com serviços 100% SUS. Mas para contornar a situação, o presidente da Adefal informou que “os serviços devem ser retomados em junho e que uma reestruturação está sendo estudada, onde já estão sendo avaliadas possíveis parcerias”.



O presidente da Adefal destacou ainda que nesta sexta-feira (17), às 9h, estará se reunindo com os pais das crianças usuárias para informar do andamento das negociações e apresentar um provável calendário da retomada das atividades.

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