23 de jul de 2014

Aplicativos ajudam a superar os limites físicos

Foto de um smartphone


Na velocidade da criação de novos produtos relacionados à internet móvel, centenas de aplicativos chegam ao mercado para ajudar pessoas com deficiência a superar suas limitações físicas – e não é incomum que ajudem também a ampliar as capacidades de qualquer usuário. 


Nos últimos anos, os recursos tecnológicos destinados aos cegos se multiplicaram, e agora surge uma geração de produtos para os que têm deficiência auditiva.


Entre os aplicativos destinados aos cegos – que muitas vezes dão subsídios aos que convivem ou cuidam deles – estão leitores de códigos de barra e QR, narradores de textos (com a própria voz do usuário), ampliadores de tela que também intensificam as cores nos iPads, identificadores de notas de dinheiro, detectores de luz e aparelhos que traduzem os teclados dos smartphones para caracteres em braille.


Equipes de pesquisa em todo o mundo, incluindo a do Google, estão trabalhando em lentes de contato inteligentes com a função de monitorar os níveis de glicose e pressão sanguínea, mas já procuram também modelos que podem criar um ajuste digital na visão de qualquer usuário, de modo que possa, por exemplo, ler os preços de produtos de um supermercado a vários metros de distância.
 

Controle de ruído
 

Os aplicativos para pessoas com deficiência auditiva seguem, de certa forma, o mesmo princípio de “manipulação” da realidade para torná-la compreensível.


Dois novos modelos lançados este ano se destacam, ambos para iPhone. O Linx, da fabricante dinamarquesa GN, é um software interno ao celular e oferece, por exemplo, um “modo restaurante”, que amplifica os sons mais próximos e reduz o barulho ambiente. 


Para abaixar o som da música, o usuário deve diminuir os graves e aumentar os agudos. Se quiser conversar com uma pessoa que esteja de seu lado direito, pode direcionar a captação do som nessa direção. 


O Linx também pode funcionar automaticamente, fazendo os ajustes assim que a pessoa entra num local mais ruidoso.  Tem ainda um “modo” especial para conversas por telefone.


Já o Halo, da empresa americana Starkey, permite um controle ainda mais refinado dos barulhos ambientes. Tudo isso acaba tornando a audição do deficiente mais acurada do que a de alguém que tem a audição normal.
 

Tecnologia biônica
 

Toda essa geração de aparelhos revoluciona um campo tecnológico que evoluía vagarosamente até há pouco tempo: os aparelhos de surdez eram difíceis de ajustar e grandes demais – associados comumente a pessoas de idade bem avançada. 


Como não tinham mecanismos de seleção de ruídos, aumentavam todos os sons indiscriminadamente, o que era de pouca valia, principalmente para os que tinham deficiência auditiva moderada. 


Por enquanto, contudo, a nova tecnologia é bem cara. O Halo custa por volta de US$ 2 mil e o ReSound Linx, US$ 3 mil.


Os aparelhos de audição indicam um futuro promissor para os outros recursos destinados a superar deficiências do corpo, também chamados de tecnologia biônica. 


O campo das próteses de membros superiores e inferiores também se beneficia dos avanços em software móveis e na robótica. 


As próteses já podem ser controladas por meio de aplicativos de smartphone. O i-Limb Ultra Revolution, fabricado pela empresa 


Touch Bionics, permite que o usuário com próteses de mãos selecione o padrão adequado para pegar diferentes objetos e façam download de novas funções no iPhone, aperfeiçoando com o tempo as possibilidades da anatomia artificial.




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