12 de jul de 2016

ONU defende que inclusão de pessoas com deficiência é fundamental na Agenda 2030



Cerca de 20% da população mais pobre têm algum tipo de deficiência, e 80% das pessoas com deficiência – 15% da população mundial, no total – vivem em países em desenvolvimento.


Durante a 9ª sessão da Conferência dos Estados Partes da Convenção sobre Direitos das Pessoas com Deficiência (CDPD), realizada em junho (14), o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, destacou a importância destas pessoas para a implementação da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável


O evento marcou o 10º aniversário do tratado que protege este grupo.


A deficiência não é uma incapacidade. Vamos trabalhar juntos para um mundo de oportunidades e dignidade para todos, para um futuro de inclusão e por um mundo onde todo mundo ganhe, sem ninguém ficar para trás”, afirmou o dirigente em mensagem de vídeo exibida no evento.


As Nações Unidas trabalham pela revisão anual da Convenção, examinando a implementação de um acordo adotado pela Assembleia Geral em 2006 que reafirme que 1 bilhão de pessoas com deficiência15% da população mundial – tenham acesso a todos os direitos humanos e liberdades fundamentais.


Estudos apontam que pessoas com deficiência são mais propensas a experimentar a pobreza e essa condição social também aumenta a incidência de problemas de saúde


Em todo o mundo, 20% das pessoas mais pobres têm algum tipo de deficiência e 80% das pessoas com deficiência vivem em países em desenvolvimento.


Estima-se que uma em quatro pessoas em todo o mundo experimentará algum problema mental ao longo da vida e calcula-se que quase 1 milhão de pessoas morrem por suicídio todos os anos, sendo a terceira principal causa de morte entre os jovens.


Condições de saúde mental, incluindo o abuso de álcool, estão entre as 10 principais causas de incapacidade nos países desenvolvidos e em desenvolvimento. 

A depressão, por exemplo, ocupa a terceira posição no ranking global de doenças e deve chegar à  primeira posição em 2030.


Para o chefe de gabinete da ONU, Edmond Nullet, ainda há muito a se fazer para implementar plenamente a Convenção sobre Direitos das Pessoas com Deficiências CDPD


“A CRPD oferece uma boa oportunidade para refletir sobre as lições importantes e avançar na implementação da Agenda 2030 para todas as pessoas com deficiência, não deixando ninguém para trás”, alertou.


Para o presidente da Assembleia Geral, Mogens Lykketoft, os compromissos internacionais com os direitos e avanços das pessoas com deficiência estão profundamente enraizados na Carta da ONU


“Agora, graças à defesa de organizações de pessoas com deficiência e aos esforços empreendidos por muitos outros, essas necessidades foram incluídas no coração da Agenda 2030 – uma agenda que promete não deixar ninguém para trás”, destacou Lykketoft.

A Conferência é também o primeiro encontro da ONU sobre deficiência desde a adoção dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), em setembro de 2015. 


O assunto aparece em várias partes dos ODS, incluindo erradicação da pobreza, educação, empregos dignos, redução das desigualdades e cidades e comunidades sustentáveis.


 
 

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