22 de ago de 2012

Atletismo brasileiro buscará mais de 15 medalhas em Londres

Logotipo dos Jogos Paralímpicos de Londres
Velocidade, força, potência e resistência fazem parte do Atletismo, o maior esporte nos Jogos Paralímpicos de Londres. Serão 1.100 atletas – 35 brasileiros (24 homens e 11 mulheres) – disputando 170 pódios em 96 provas de pista, 70 de campo e quatro de maratona. 

Nos Jogos de Londres, o Brasil pretende ficar entre os sete melhores, no quadro geral da modalidade. Em Pequim, a Seleção conquistou 15 medalhas, quatro outros, quatro pratas e sete bronzes.

Um dos carros chefes do Brasil na conquista de medalhas, o Atletismo entrou para o programa das Paralimpíadas na edição de Roma 1960 e teve a primeira participação brasileira em 1972, em Heidelberg (Alemanha). 

As primeiras medalhas brasileiras foram conquistadas em 1984, nas duas edições dos Jogos em Stoke Mandeville e Nova Iorque.

Shirlene Coelho, atual recordista mundial no Lançamento de Dardo (35.95m), afirma estar vivendo um sonho. “Vou com tudo buscar uma medalha e conto com a torcida de todo o Brasil”. 

A cega mais rápida do mundo, Terezinha Guilhermina, e seu guia, Guilherme, habituais em quebrar recordes mundiais, vão aos Jogos na expectativa de garantir ouro em todas as provas que disputarem. “Sempre busco melhorar. O céu é o limite. Convido todos a torcer por mim”, disse Terezinha.

Classificação funcional

Cada atleta recebe um número de dois dígitos: o primeiro indica a natureza do comprometimento do atleta, enquanto o segundo a quantidade de capacidade funcional que ele tem. Quanto menor o número, maior é o impacto do comprometimento físico do atleta sobre a sua capacidade para competir.
 
Entenda a Classificação

A classe leva ainda uma letra antes do número que indica se o atleta compete em provas de campo (F – Field) ou pista (T – Track).
Classes 11 a 13 – são para atletas com deficiência visual.
Classe 20 – é para atletas com deficiência intelectual.
Classes 31 a 38 – são para atletas com paralisia cerebral, com alças de 31 a 34, usando uma cadeira de rodas para competir.
Classes 40 a 46 – são para atletas com perda de membro ou deficiência de limbo.
Classes 51 a 58 – pilotos em cadeiras de rodas ou atletas de campo que jogam a partir de uma posição sentada.

Atletas com deficiência visual correm com o auxílio do atleta-guia (12 é opcional e 11 obrigatório), que disputa a prova ao seu lado ligado por uma cordinha. Ele tem a função de direcionar o competidor, mas não deve puxá-lo ou ser puxado, sob pena de desclassificação.

Coordenador da modalidade: Ciro Winckler // Técnicos: Amaury Veríssimo, Fábio Breda e João Paulo Cunha // Técnico Auxiliar: Raimundo Tadeu Monteiro Médicos Andrea Jacusiel , Roberto Itiro. Fisioterapeuta: Ronnie Peterson Massoterapeutas: Wellington Cruz; Dejaci Zzico

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