27 de dez de 2013

Vereadores curitibanos usam vendas para experimentar a realidade dos cegos

Símbolo de deficiente visual
Os vereadores de Curitiba (PR) participaram de uma atividade, na manhã de 16 de dezembro, para sensibilizar sobre a importância da inclusão dos deficientes visuais e os desafios vividos por eles todos os dias. 


Para isso, os parlamentares ficaram de olhos vendados, utilizando-se apenas de bengalas. A iniciativa foi realizada para comemorar o Dia Nacional do Cego, que aconteceu em 13 de dezembro.
 
O coordenador de Relações com a Comunidade da Secretaria Especial dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Manoel José Passos Negraes, conduziu a dinâmica.


 A sessão foi aberta e, em seguida, interrompida  para que os vereadores vendassem os olhos.
 
Enquanto isso, Manoel Negraes, que tem deficiência visual, discursou sobre as dificuldades enfrentadas por esses cidadãos. 


“Espero que o debate e este simples gesto, através da vivência, possam auxiliar os vereadores a analisar com um outro olhar os importantes projetos de acessibilidade que passam por esta casa”, disse.
 
O coordenador convidou os vereadores a se deslocarem de olhos vendados até a frente do plenário. A vereadora Professora Josete apresentou dificuldade já na busca do botão que aciona a liberação do microfone. 


 “Não há dúvida que precisamos compreender melhor o que o deficiente visual enfrenta. Temos que garantir a acessibilidade para melhor locomoção deles e de todas as pessoas com deficiência” frisou a vereadora, que ao sair de sua mesa ainda derrubou a placa que leva seu nome e demorou para chegar à frente do plenário.
 
Durante o debate, foi destacada a importância da Comissão de Acessibilidade da Câmara Municipal, que busca resguardar os direitos e deveres da pessoa com deficiência e fazê-los cumprir de modo que as convenções sejam aplicadas.
 
“É preciso dar o primeiro passo, seja com ou sem os olhos vendados. É preciso entender que todos precisam  aceitar a inclusão da pessoa com deficiência e exercer a cidadania. A maior dificuldade ainda está na cultura” finalizou Negraes.


Fonte:Vida Mais Livre


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