5 de set. de 2012

Pessoas com deficiência enfrentam dificuldades para acessar transporte público de Fortaleza (CE)

Ônibus adaptado
São muitas as dificuldades enfrentadas pelas pessoas com deficiência para circular em Fortaleza (CE).

Uma delas é o acesso ao transporte público. Fila, espera e ônibus cada vez mais lotado. Essa é a rotina desgastante de quem depende do transporte público.

Duas cadeirantes foram chamadas pelo CETV para testar o serviço em Fortaleza. Durante o teste, o primeiro ônibus,  já apresentou dificuldade de acesso.

O transporte coletivo não estava acessível para pessoas com deficiência e o cobrador teve que ajudar a cadeirante Daiane Clésia a entrar no ônibus. "Já quebraram até uma peça da minha cadeira por causa da dificuldade de entrar no transporte coletivo de cadeira de rodas. Quase todos apresentam problemas", afirmou Daiane Clésia.

Em outro ônibus, o cobrador teve dificuldades de descer o elevador. Conseguiu somente depois de várias tentativas. No terceiro ônibus, apesar de ter o equipamento, o mesmo não funcionava, estava quebrado. "É a primeira vez que paramos para cadeirantes. E acho que pelo ônibus ser novo, o equipamento não está funcionando", disse o cobrador Rafael Fontelles.

Pelo menos 12 mil pessoas com deficiência utilizam o transporte público em Fortaleza. Esses usuários são cadastrados no banco de dados da Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor) e embarcam de graça nos ônibus.

Atualmente, metade da frota já está adaptada para receber cadeirantes, mas o serviço ainda não é 100% eficaz, segundo especialistas.

"Não existe ponto de parada ainda para os cadeirantes. Essa é a dificuldade sentida pelos motoristas. Poderia ter um espaço para nós encostarmos mais e deixar a via aberta para os outros ônibus passarem", afirmou o motorista José Eduardo.

Já para o diretor do Sindicato dos Motoristas de ônibus, Tobias Brandão, os motoristas são obrigados pelos empresários a não perder tempo nas paradas de ônibus por ter que cumprir com uma rotina sempre apertada. "As empresas não querem transportar com uma boa qualidade de segurança. Elas querem que o motorista corra. Faça o maior número de viagens possíveis. O motorista tem que sempre andar a mil por hora para tentar cobrir uma programação de viagem", disse.

A Etufor falou em nota que os ônibus passam por vistorias todos os meses. Mas se algum passageiro não conseguir embarcar pode denunciar para a ouvidoria da Etufor pelo número (85) 3452.9292.

Fonte: G1

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