As empresas de ônibus que fazem o transporte interestadual e
internacional terão que fazer adaptações para atender as pessoas com
deficiência.
O objetivo é facilitar o acesso dessas pessoas aos veículos
e garantir mais conforto durante a viagem.
Na rodoviária de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, boa parte da frota de ônibus fez as adequações.
“Agora tem dispositivo sonoro, Braille, cadeira de transbordo, corrimões, faixas refletivas e aparelho sonoro”, comentou o coordenador do controle logístico da rodoviária, Luciano Melo.
A paratleta Ester Braga participa de competições de bocha em todo País. A última viagem que ela fez foi para Campo Grande
e teve problemas para entrar no ônibus. “Fiquei mais de 15 minutos para
entrar no ônibus e o pessoal não sabia como lidar comigo”, disse.
Márcio Nunes da Rocha também faz parte da equipe de bocha de Ester e já
enfrentou transtornos parecidos.
Hoje ele prefere viajar em ônibus
fretado por não ter condições de entrar em um veículo convencional. “É
difícil porque não tem elevador para levantar os cadeirantes, o corredor
é muito estreito e não tem pessoas adequadas para nos ajudar”,
acrescentou.
Dificuldades que podem estar com os dias contados. De acordo com a Lei de Acessibilidade
prevista na Constituição Federal, as empresas de transporte rodoviário
são obrigadas a oferecer transporte adaptado às pessoas com deficiência.
Pelo menos 10% das poltronas do veículo devem ser destinadas a esses
passageiros. Ainda de acordo com a lei, as empresas precisam oferecer
materiais específicos e pessoas qualificadas ao transporte de pessoas
com deficiência ou que tenha algum tipo de mobilidade reduzida (pode ser
braços ou pernas sem movimentos). A adaptação nos veículos precisa ser
feita até fevereiro de 2013.
Salatiel Moreira é motorista há mais de 20 anos e fez o treinamento.
Ele disse que está preparado. Para ele, a vida das pessoas com
deficiência ficará mais fácil.
O gestor de marketing Douglas Santos fez o teste na rodoviária de Uberlândia
e, desta vez, não precisou da ajuda da mãe e nem demorou entrar no
veículo. “A gente viajava sempre e encontrava dificuldades, mas agora
melhorou”, concluiu. Um direito que também deixou a mãe dele, a dona de
casa Ireni Ferreira, satisfeita.
Fonte: G1
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