11 de ago de 2014

Pessoas com deficiência visual reclamam das dificuldades em atravessar ruas de Presidente Prudente, SP

Foto de uma placa sinalizando a travessia de cegos


As dificuldades em atravessar as ruas para quem é tem deficiência visual são muitas. Em Presidente Prudente (SP), existem 80 semáforos distribuídos em 21 pontos da cidade, conforme a Secretaria de Assuntos Viários (Semav), com a finalidade de auxiliar os cegos e evitar acidentes. Porém, quem precisa da ajuda dos sinais sonoros diz que as dificuldades são constantes.


Segundo a Associação Filantrópica de Proteção aos Cegos, boa parte dos semáforos não funciona ou não está de acordo com as necessidades das pessoas com deficiência. 


A coordenadora da Associação, Eliete Margutti, diz que a instalação não segue um critério específico e aponta a necessidade de acrescentar mais dispositivos.


“É preciso saber quais são os pontos mais usados pelos cegos e onde se deve colocar os sinais extras. Por isso, precisamos da colaboração do Poder Público para que mudanças sejam feitas  dedicado àqueles que realmente precisam”, relata Margutti.


Quem depende desse serviço afirma não estar satisfeito. De acordo com o pensionista Edinel Santos Gonçalves, ao apertar o botão para solicitar a travessia, começa outro problema. 


O sinal dá apenas a opção de dez segundos para atravessar toda a rua ou avenida. Tempo, que para ele, é insuficiente.
 

“É muito complicado, porque precisamos da ajuda de desconhecidos para conseguirmos chegar até o outro lado. Corremos perigo em todos os sentidos”, diz Gonçalves.


Outra parte da população que não necessita usar os sinais sonoros também reclama das dificuldades em atravessar as avenidas movimentadas. 


“Temos que ter atenção, porque quando fecha um lado da via, o outro já abre e todos os carros começam a passar. Ou seja, temos que parar no meio da rua ou nas 'ilhas' e esperar o fluxo de veículos diminuir”, relata Dirceu Junqueira.


Conforme a Semav, cada semáforo instalado custa aproximadamente, R$ 3,5 mil. O órgão explica que vândalos destroem os aparelhos e, por isso, eles ficam quebrados e a manutenção pode custar em torno de R$ 700.


Já a prefeitura informou que instalou semáforos sonoros seguindo a legislação, em locais que existem grande fluxo de carros. Por nota, o Poder Público disse ainda que está a disposição para ouvir a opinião da associação sobre as possíveis melhorias.


Fonte: G1


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